segunda-feira, 18 de julho de 2011

Velhice


Flores: secaram
Carinho dado: agora ficou apenas no olhar.
Cuidados dados: agora recebidos.
Barulho: aquietado.

Música: agora inexistente.
Voz: perdida, rouca, silenciada.
Presença: depois apenas a ausência.

Agora só restaram as lembranças 
De uma mente em uma cama
Apenas esperando...

(Giuly Biancato-13 anos) dedicado á tia-bisavó Maria.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Crepúsculo


Chegou o crepúsculo
Com aquele seu sentimento,
Aquela sensação de que esquecemos algo,
Uma falta de ar, um vazio no peito,
Vontade de se expressar, mas parece que
Estamos sozinhos no mundo.


De repente aparecem as lágrimas... 
Uma de cada vez
Junto com o grito rouco de desespero.Começa a tocar uma música
E mesmo sendo uma música sem sentido,
Parece que ela está nos provocando,
Apareceu no momento certo.

Então vem as imagens... 
Imagens de coisas passadas,
Retrasadas.
Imagens que nunca presenciamos
Ou que presenciamos
E sempre dói lembrar.
Aumenta ainda mais o buraco no peito,
O medo.

De repente a noite chega,
O crepúsculo chegou ao fim
E tudo volta ao normal.
(Giuly Biancato-12 anos)