quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Carta de um violão

Passo meus dias tentando decifrar o código do nosso encontro e descobrir a fórmula para poder sempre reconstruir a balsa quando ela ameaçar apodrecer.

Seria o fogo do sol que aquece nossa pele ou o frio que nos aproxima? Seria o movimento das ondas ao vento ou seria ou tato que sente o outro ao lado?

Será a música que nos guia para a costa?
É sempre o som que vai construindo em passos, e a cada passo entro e mergulho.

Como no sino, o vento conduz a melodia. O vento que se abriga em nossa inspiração e que move a vela na vastidão negra do mar. Nesta casa você já esteve, pois na história já está escrito, como o entalhe que você me fez, em códigos tão profundos não estabelecidos em apenas uma jornada.

Nunca se esqueça que você pode construir minhas curvas em madeira e som, que no oco desta casa você pode se encontrar e se abrigar da tempestade.


(Giuly Biancato - 17 anos)

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