quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Estômago

Sabe aqueles dias frios
Que não sabemos como respirar?
A geada vem bem de mansinho
Com as asas das borboletas a girar
Dentro do meu estômago.

Paralisa os joelhos
Quando há o encontro no olhar,
Não sei se é agora ou mais tarde
Que isso vai funcionar...
Talvez só quando a noite acordar.

A marca de batom na fumaça do cigarro
Em tons de cinza,
Um tom no contrabaixo.
Em dias cinzas
Os bêbados saem para as ruas
Gritar poesias.

Somente os dedos de um músico
Conseguem se mexer na Cidade Frio.
Uma entrega,
Um pacote vazio,
Um beijo gelado,
Um calafrio.

Na estrada há um trem,
No asfalto alguém vem
Contar que hoje
A noite vai gear.

A marca de batom na fumaça do cigarro
Em tons de cinza,
Um tom no contrabaixo.
Em dias cinzas os bêbados saem para as ruas
Gritar poesias.
Gritar que a noite vai acordar
Com o olhar a entregar
Todo o meu frio.

(Giuly Biancato - 18 anos)

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